Pergunta primeiro,
painel depois
Nenhum dashboard começa sem que três pessoas distintas tenham explicado, com palavras diferentes, qual decisão ele deveria sustentar. Quando esse exercício falha, recuamos.
Quando alguém da liderança pergunta "quanto vendemos da linha X na região Sul nas últimas seis semanas", a resposta deveria vir em segundos, com a mesma fórmula que sairia da boca de qualquer analista da empresa. Construímos a camada que faz isso acontecer e o rito que mantém isso acontecendo depois que vamos embora.
São compromissos que assumimos com a liderança no primeiro dia e que orientam disputas técnicas dentro do ciclo. Quando precisamos decidir entre dois caminhos, voltamos a esta lista.
Nenhum dashboard começa sem que três pessoas distintas tenham explicado, com palavras diferentes, qual decisão ele deveria sustentar. Quando esse exercício falha, recuamos.
Documentação não é anexo. Ela é a entrega principal do ciclo, e o código vem junto. Quem nos contrata sai com um caderno operacional escrito em português, não com uma pasta de scripts.
Cada métrica tem um responsável nomeado dentro do cliente. Sem dono, a métrica é arquivada. Esse é o critério que evita o crescimento de painéis órfãos depois de seis meses.
Sugerimos mudança de ferramenta só quando a atual está claramente impedindo o trabalho. Em geral, o problema não é a ferramenta; é a falta de uma camada acima dela.
O critério de encerramento de um ciclo é que outro time, com competência equivalente, consiga assumir a operação sem precisar conversar com a gente. Esse teste vale por sessenta dias.
Mapeamento de bases sensíveis, pseudonimização de pessoais e papéis de controlador e operador são definidos antes do primeiro acesso, não como ajuste de auditoria depois.
Somos um grupo pequeno por escolha. Mantemos no máximo três ciclos simultâneos para que cada cliente tenha um par fixo e disponível durante as doze semanas inteiras.
Antes da AltaCamada, foi gerente de inteligência em duas fintechs e analista sênior em uma rede de supermercados do Nordeste. Conduz os diagnósticos.
Quinze anos construindo plataformas de dados em produtoras de software. Responsável pela camada técnica que sustenta os modelos depois do ciclo.
Especialista em modelagem dimensional para varejo e SaaS B2B. Ponte natural entre time de produto e time de finanças durante a semana 4.
Dedicado à parte de qualidade, testes e linhagem. Reescreve as pipelines em dbt e mantém o caderno de observabilidade entre as semanas 6 e 11.
Engenheira de produção que migrou para análise. Conduz engajamentos com manufatura, logística e cadeia de suprimentos.
Responsável pela passagem de bastão. Estrutura o caderno operacional, os ritos da semana 11 e o plantão pós-ciclo.
A descrição abaixo é o roteiro padrão. Conversamos sobre desvios na proposta, mas a coluna do meio não muda: ela é o que mantém previsibilidade do começo ao fim.
Uma sessão de noventa minutos com a liderança, sem material, para entender quais decisões estão paradas e por qual motivo. Saímos com hipótese, não com diagnóstico.
Em até cinco dias úteis, devolvemos um documento de oito a doze páginas com escopo, marcos, equipe alocada, premissas e valor fechado por ciclo.
Três semanas dentro da operação do cliente: entrevistas com pessoas chave, leitura de relatórios existentes, mapeamento de fontes. Devolvemos um inventário comentado.
Cinco semanas de construção, com revisões abertas a cada quinta-feira. Quem quiser acompanhar abre o repositório; quem preferir, espera a sessão semanal.
Os painéis são entregues junto com a reunião que vai consumi-los. Sem agenda, sem dono e sem critério de saída, nenhum dashboard sai para produção.
Caderno operacional revisado, transferência feita em sessão presencial e plantão por sessenta dias para perguntas pontuais. Depois disso, a sua operação anda sozinha.